A última fuga da gatinha Biba

marceu vieira

A morte de um bicho querido é a morte de um pedaço da gente. Minha filha caçula, por exemplo, nunca mais quis ter cachorro depois que o Chope, o yorkshire dela, morreu. O Chope conviveu com a espreita da morte durante meses. Seu calvário e sua vontade de resistir comoviam.

Ainda assim, minha filha sofreu muito e nunca mais quis ter outro cachorro. Não foi a primeira, não foi a única, nem terá sido a última pessoa a passar por dor assim e tomar a decisão sentida de não ter um novo bicho.

Pessoalmente, acho que devemos sempre ter novos bichos. Eles não se substituem. Cada um deles tem pra sempre um lugar exclusivo na nossa lembrança – e o desconsolo causado por sua morte, quando ocorre, ensina muito sobre a finitude.

Ao longo da vida, também chorei por alguns cachorros que perdi. Branquinha, cadelinha pequinês, morreu atropelada pelo Opala velho do…

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